A Justiça de Goiás decidiu prorrogar por mais 30 dias a prisão temporária de três homens investigados por participação em um ataque que utilizou um drone para lançar uma granada dentro de uma residência no município de Itaberaí. O caso, considerado de alta gravidade pelas autoridades, teria sido motivado por uma disputa financeira relacionada à compra de sementes de milho que não apresentaram o rendimento esperado em uma plantação.
De acordo com as investigações, o grupo seria formado pelo suposto credor da dívida, pelo operador responsável pelo drone utilizado na ação e por um terceiro envolvido que teria prestado apoio logístico ao crime. Os três são investigados por tentativa de homicídio qualificado, extorsão majorada e porte ilegal de artefato explosivo.
A decisão pela prorrogação da prisão foi assinada pelo juiz Pedro Henrique Guarda Dias, que destacou, no despacho judicial, a gravidade da conduta atribuída aos suspeitos. Segundo o magistrado, os elementos reunidos até o momento indicam que os investigados agiram com elevado nível de periculosidade, justificando a manutenção da custódia para garantia da ordem pública e continuidade das apurações.
O episódio chamou atenção pela forma incomum de execução. Conforme apontam os autos, o uso de tecnologia aérea para transportar e lançar um explosivo representa um grau elevado de planejamento e risco, ampliando o potencial de danos não apenas às vítimas diretas, mas também a moradores da região.
As investigações indicam que o conflito teria surgido após divergências comerciais envolvendo o desempenho da lavoura cultivada com sementes adquiridas anteriormente. A frustração com os resultados agrícolas teria desencadeado cobranças consideradas abusivas, culminando no ataque investigado.
As defesas de dois dos investigados, Jabes Miller José de Brito e Jones Jonatas Saraiva de Freitas, afirmaram que o processo ainda se encontra em fase inicial de investigação, sem oferecimento formal de denúncia ou julgamento. Os advogados sustentam a inocência dos clientes e negam qualquer participação no crime.
Já a defesa de Abraão de Lima Borges não foi localizada até o momento para manifestação. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.
A prorrogação da prisão temporária permite que a polícia aprofunde diligências, incluindo análises técnicas, perícias e coleta de novos depoimentos. O inquérito busca esclarecer o grau de envolvimento individual de cada suspeito, bem como identificar eventuais outros participantes ou financiadores da ação.
O caso segue sob investigação e poderá resultar no oferecimento de denúncia criminal ao término das apurações, dependendo das conclusões apresentadas pelas autoridades responsáveis. Enquanto isso, os investigados permanecem à disposição da Justiça.










